‘Entrei em desespero’, diz motorista que teve carro submerso em alça inundada da Raposo Tavares em Itapetininga

carro submerso em enchente

Enchente inesperada na Rodovia Raposo Tavares

Na manhã do sábado, dia 12 de setembro de 2026, a Rodovia Raposo Tavares (SP-270) em Itapetininga foi palco de um incidente alarmante. Com as chuvas intensas que ocorreram entre sexta-feira e o sábado, o ribeirão localizado nas proximidades da rodovia transbordou, causando um significativo alagamento em um trecho da alça de acesso no quilômetro 173.

A situação para os motoristas se tornou crítica, especialmente para João Donizete Guedes, um motorista de aplicativo que ficou ilhado ao tentar atravessar a área inundada. O alagamento foi um problema inesperado que deixou muitos motoristas em desespero.

A falta de sinalização e seus riscos

João, ao retornar de uma corrida, encontrou a pista sem qualquer sinalização que alertasse sobre o perigo iminente. Ele descreve a cena como completamente escura e inapropriada para a condução, ressaltando a ausência de avisos que poderiam ter prevenido sua entrada na área alagada. “Estava tudo escuro quando fui passar por baixo do viaduto para pegar a pista contrária,” ele relatou, expressando sua frustração. Tal negligência em sinalizar a via representa um risco grave para os motoristas e a necessidade urgente de medidas de segurança.

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O desespero do motorista dentro do carro

João recorda o momento angustiante em que seu veículo parou de funcionar assim que entrou na água. “Não tinha como sair. O carro apagou devido à água que invadiu o motor. Eu tentei religá-lo, mas não consegui e a água começou a subir. Entrei em desespero. Larguei o carro e saí,” revela, ainda estupefato com a experiência aterrorizante de estar preso em seu carro enquanto a água subia ao seu redor.

Como a ajuda foi buscada, mas não chegou

Após conseguir sair do veículo, João tentou contatar tanto o Corpo de Bombeiros quanto a concessionária responsável pela rodovia, mas se deparou com a negativa de apoio. As autoridades justificaram que não poderiam intervir, alegando que não havia vítimas dentro do carro. Contar com assistência em um momento crucial como esse é uma expectativa legítima para qualquer motorista, e a recusa em oferecer ajuda causou ainda mais frustração.

Familiares se unem para resgatar o veículo

Diante da situação, foram os familiares de João, junto com um amigo chamado Eliel Delgado, que se uniram para tentar recuperar seu carro submerso. Com a ajuda de um cabo, eles conseguiram rebocar o veículo do alagamento. “Vi a família desesperada e fui solidário. Entrei na água e fiz a minha parte,” disse Eliel, revelando a importância da solidariedade em momentos de crise.

Concessionária e Corpo de Bombeiros sem suporte

Após a recusa do Corpo de Bombeiros e da concessionária, João ficou indignado. “É doloroso perceber que, mesmo pagando impostos, não podemos contar com a assistência necessária. Estou sem meu veículo, que é essencial para meu trabalho,” desabafou, ressaltando a preocupação com o descaso demonstrado pelas autoridades.

Impacto das chuvas no trânsito local

A enchente foi resultado das intensas chuvas que afetaram a região de Itapetininga. De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o transtorno foi amplamente registrado e a rodovia precisou ser interditada como medida de segurança para os usuários. É fundamental que as autoridades estejam preparadas para lidar com situações adversas, minimizando o impacto no tráfego e nas vidas das pessoas. O episódio levanta questões sobre infraestrutura e segurança rodoviária em tempos de intempéries.

Relato de um dia angustiante

A experiência de João foi um lembrete trágico do potencial devastador das condições climáticas adversas. O sentimento de desamparo foi ainda mais profundo por falta de um plano de ação estabelecido para emergências nas rodovias. Mesmo após buscar a ajuda das autoridades, a frustração aumentou enquanto o nível da água subia e a sua carreira estava em risco.

A necessidade de medidas preventivas

A situação evidenciou a urgência de implementar medidas preventivas nas estradas, especialmente em áreas propensas a alagamentos. A falta de sinalização não só representa um risco para os condutores, mas também indica a necessidade de um sistema de alerta mais eficaz durante eventos climáticos severos. Melhorar a infraestrutura também deve ser uma prioridade para garantir a segurança dos motoristas em situações críticas.

O apoio da comunidade em situações de crise

Felizmente, a resposta da comunidade ao acidente foi positiva. O apoio de amigos e familiares mostra o quão vital é o trabalho conjunto nas dificuldades. A boa vontade em ajudar o próximo foi uma luz na escuridão de uma situação tão complicada. Isso também evidencia como a empatia pode fazer a diferença em momentos de crise, e é um lembrete da força que uma comunidade unida pode ter ao enfrentar adversidades.





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