A Assembleia Legislativa de São Paulo analisará a proposta de municipalização de 24,2 quilômetros da Rodovia Raposo Tavares, abrangendo o trecho entre os quilômetros 9,8 e 34, que inclui áreas de São Paulo, Osasco e Cotia.
A proposta, de autoria do deputado Donato, busca permitir que os municípios assumam a administração do trecho, com a justificativa de que a rodovia desempenha funções urbanas e é essencial para os deslocamentos diários dos moradores da região.
Com a reunião marcada para as 15h30 do dia 27 de outubro de 2026, a relatora, deputada Beth Sahão, já apresentou um parecer favorável ao projeto, que foi protocolado em maio de 2024.
Detalhes da proposta de municipalização
A proposta que prevê a municipalização da Raposo Tavares abrange um trecho significativo da rodovia, no período que vai do quilômetro 9,8 ao 34. Essa área inclui partes dos municípios de São Paulo, Osasco e Cotia, totalizando uma extensão de 24,2 quilômetros.
O projeto, cuja origem é do deputado Donato, autoriza o Estado, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a firmar convênios com as prefeituras que tenham interesse em assumir a administração da rodovia. A proposta será discutida na Assembleia Legislativa de São Paulo, em uma reunião marcada para as 15h30 do dia 27 de outubro de 2026.
Justificativas para a municipalização
O deputado Donato defende que a municipalização da Raposo Tavares é necessária devido à mudança nas funções da rodovia, que agora desempenha um papel importante no acesso urbano e na mobilidade dos moradores da região. Com o crescimento das cidades, a rodovia passou a ser utilizada não apenas para viagens interurbanas, mas também como um corredor de transporte local.
A principal justificativa para a proposta é que a administração municipal poderia permitir que cada cidade tivesse maior autonomia em relação ao gerenciamento de investimentos e mudanças na infraestrutura da rodovia, melhorando assim o dia a dia dos usuários que dependem do transporte coletivo ao longo deste eixo. Assim, a gestão local facilitaria a organização do transporte, controle de acessos, pontos de embarque e travessias.
Os impactos na mobilidade urbana
A municipalização da Raposo Tavares terá impactos diretos na mobilidade urbana da região. A transferência administrativa possibilitaria um planejamento mais dinâmico e ajustado às necessidades locais, com potencial para melhorias nos serviços de transporte público.
Entretanto, a implementação dessas mudanças requereria um trabalho coordenado entre os municípios envolvidos para garantir a continuidade da manutenção e a sinalização adequadas. As intervenções devem ser compatíveis entre as cidades vizinhas, uma vez que a rodovia é usada para deslocamentos que vão além dos limites municipais.
O parecer inicial da relatora Beth Sahão, apresentado na comissão, foi favorável à proposta, indicando que a discussão sobre o futuro da Raposo Tavares está apenas começando, mas já suscita debates sobre as implicações práticas e organizacionais de tal mudança.